domingo, 18 de março de 2012

A Fé.


"A fé que move montanhas"

Foi o tema da minha palestra de ontem. Mas isso não se referia APENAS a Deus (repare que eu disse apenas). Mas também da fé em nós mesmos. 
Foi muito bom pra eu ouvir tudo aquilo. Estava precisando...
O primeiro passo pra superarmos qualquer coisa é acreditarmos que podemos.
Se nem mesmo nós acreditamos na nossa força, como esperar que alguém vença nossos obstáculos por nós mesmos?
Não importa quão difícil as coisas pareçam, nós temos a capacidade de vencer, resta querermos mudar e acreditarmos nisso!

"A confiança em nós mesmos nos torna capazes de executar coisas materiais que não se pode fazer quando duvida de si. [...] As montanhas que a fé transporta são as dificuldades, resistências, má vontades [...] A fé dá perseverança [...] As pessoas não procurm meios de vencer, porque não acreditam que podem vencer. "
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XIX, item 2.

Por isso eu digo que é importante, pra superar a border, ter uma crença, seja ela qual for. 
Se não tiveres fé em alguma crença, tenha em você mesma ao menos.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A Solidão.


Talvez de todos os sentimentos, esse seja o pior, o que acarreta a maior parte de todas as atitudes inexplicáveis que tomei.
Me sinto sozinha o tempo todo, mesmo que em uma festa, vem aquela sensação de vazio angustiante.
E parece que meus sentimentos são todos intensificados.
Quando me sinto sozinha é como se NADA no mundo pudesse mudar esse sentimento, ele me corrói por dentro. É inexplicável o tamanho dessa dor.
Dá vontade de puxar os cabelos, de me arranhar, da vontade de sair correndo e me jogar da sacada, sim parece exagero, mas essa é a vontade que dá quando bate aquele aperto no coração e parece que nada no mundo vai preencher esse vazio.
Eu sei que isso não é real, mas ainda assim a dor que me causa é imensa. 
Eu estou agora apenas tentando manter a sanidade.

Sobre mim.


Você já se sentiu despedaçada? 
Você já se sentiu sem ter pra onde ir?
Como se de alguma forma você não pertencesse à lugar nenhum e ninguém te compreendesse?
Você já quis fugir?
Você já se trancou no seu quarto, com o som no máximo, pra ninguém te ouvir gritar?
Ninguém sabe como é se sentir como se nada estivesse no lugar, ninguém consegue entender o que é ser assim.
Estar machucada, estar perdida, se sentir chutada quando está mais pra baixo...
Como se uma força maior nos puxasse...
Estar quase explodindo, indo por água abaixo...
Não, ninguém pode entender...
É querer o tempo todo ser outra pessoa. 
É estar cansado de se sentir tão vazia, tão má, tão anormal...
É estar sorrindo enquanto choramos por dentro...

Bem vindos ao meu mundo. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre Minha Mãe.


Só eu sei o quanto eu a fiz sofrer. Não acho certo. Não acho bonito. Mas eu nunca fiz por mal.
Eu nunca quis fazer minha mãe sofrer, mas eu simplesmente não sabia como me controlar, não sabia medir as consequências das minhas atitudes. 
Eu tenho um comportamento muito diferente desde os 12 anos. É cedo demais.
E isso me prejudicou muito, pois foram meus anos de começar a ter uma personalidade. 
Eu nunca tive uma personalidade.
Minha mãe via eu me afundando, me machucando, com depressão e tentava loucamente me resgatar, mas eu não sabia que tinha um problema, eu demorei 7 anos pra perceber que minhas atitudes não eram normas, demorei 7 anos pra descobrir que eu estava magoando todos ao meu redor.
Eu gostaria de ter o dom de mudar as coisas, de não ser assim (e o que diabos eu tenho de errado?)... Esse é um mundo cruel.
Ninguém que olha para mim consegue nem ao menos imaginar o que se passa comigo. 
Pras pessoas ao redor sou ingrata, promiscua, mentirosa, manipuladora, tudo de ruim.
Mas na verdade sou apenas alguém que quer mudar, que quer ser melhor...
Minha mãe é uma pessoa maravilhosa que também não sabia o que se passava comigo e não sabia como agir.
Se eu pudesse dizer uma coisa a ela seria: sinto muito pela dor que te causei e causo ainda.
É apenas o que eu consigo escrever.

Eu me sinto uma vergonha.
Não sou uma boa filha, não sou um motivo de orgulho, vejo minhas amigas de infância e suas mães tão orgulhosas do que elas se tornaram e me sinto tão vazia. Incapaz de fazer minha mãe sentir o mesmo.

Gostaria de ser outra filha, de ser diferente.
Gostaria de ser a filha que toda mãe quer.
Ou então de nem ter nascido. É horrível saber o tamanho da tristeza que você causa a uma pessoa que só te amou, que te carregou por 9 meses... E não posso nem ao menos ser boa o suficiente pra retribuir esse amor...

Eu quero mudar, pra um dia poder ver minha mãe sorrir e ter orgulho de mim.

A Saudade.



A saudade é definitivamente um sentimento arrasador. Não gosto e não entendo o porque. Mas a sensação de abandono é gigantesca, parece o tempo todo que fomos ou seremos esquecidos e substituídos.
Em alguns momentos quando a saudade é muito grande parece que simplesmente excluo a pessoa amada dos meus pensamentos.
Acho que assim dói menos.
É horrível. Se ao menos eu soubesse quanto tempo iria durar essa tortura.
Eu sinto um vazio tão grande...
É como se lutar fosse inútil.

A Comida


Eu estou nesse exato momento comendo de novo. As vezes tenho medo de virar uma bola gigantesca de tanto que como! Isso definitivamente não é normal. Mas também não tenho vontade de voltar a ser bulímica.
Porque eu tenho tanta vontade de comer? Eu não paro de pensar em comida.
Quanto mais calórica melhor! As vezes eu pareço um monstrinho que não para de comer!
Gostaria de entender melhor essa relação minha com a comida... Mais alguém sente esse desejo incontrolável de comer?
Eu consigo a proeza de comer doce e salgados misturados intercalando e tomando refrigerante e Capuccino!
Alguém comete essas bizarrices gastronômicas?
Quando a compulsão ta muito grande eu tomo água... muita água, tomo em média 4,5L de água por dia...
Como vocês controlam a compulsão de vocês?

Quem sou eu?


Eu era bulímica. E não paro de comer. Usava cocaína, Bebo demais.
Tenho essa necessidade de fugir da realidade.
Sempre que me envolvi com algum homem fiz da vida deve um inferno, faço cenas de teatro e choro compulsivamente e isso é incontrolável.
Me apego fácil. Minto demais.
Não quero fazer isso, mas quando eu vejo já não tem mais volta.
Chegou ao ponto que não sei mais o que é verdade ou mentira.
Eu me perdi nas minhas mentiras.
Eu crio personalidades o tempo todo, e conquisto todo mundo ao meu redor, eu tenho um charme incrivelmente sedutor, e eu sei usar isso a meu favor.
Eu tenho necessidade de que as pessoas me achem fantástica.
E se eu não consigo impressionar as pessoas elas não me servem de nada.
Minha vida parece uma coleção de livros inacabados, sempre começando um novo livro e não há nenhuma continuidade.
Sou uma pessoa diferente a casa dia, e já não sei mais quem eu sou, porque posso ser qualquer coisa.
E eu amo cada uma das Bias que criei, não quero me desprender de nenhum de meus egos.
Eu dependo das pessoas.
Mas se aparece alguém que me idolatre mais, eu simplesmente abandono a outra pessoa.
O mesmo com círculos de amigos e sonhos.
Cada dia quero uma profissão, cada dia estou com amigos diferentes.
Me entrego demais as relações sociais, sou intensa, tudo pra mim é demais.
E quebro a cara, sempre. E isso me faz guardar muitas mágoas quando as pessoas não correspondem ao meu nível.
Já tentei me matar duas vezes me me mutilava.
Não me sinto bem em um ambiente se não sou o centro das atenções.
Acho que ninguém gosta de mim, na verdade tenho certeza que ninguém gosta de mim.
E fico tentando ser legal, passo o tempo todo tentando agradar as pessoas e as impressionar.
Me empolgo pra sair, ir em festas, mas quando estou nelas muitas vezes sinto um vazio profundo, parece que não pertenço àquele lugar. Isso me despertou interesse por drogas.
Não consigo terminar nada que começo e nem nada duradouro.
Me apego com facilidade e me desapego mais fácil ainda.
Aprendo qualquer coisa com facilidade, sou autodidata e tenho uma facilidade enorme de aprender, modéstia parte, sou muito inteligente.
Posso ser extremamente sentimental e após alguns minutos ser uma pedra.

Magoo, sem querer magoar.

Sempre consigo o que quero, sei manipular as pessoas, descubro fraquezas facilmente e sou bonita e sei usar tudo isso muito bem a meu favor.
Minha autoestima é muito baixa, por mais que eu saiba que sou bonita e inteligente eu acredito que as pessoas me veem como uma pessoa horrível e insuportável.

Como eu me sinto?
Dor. Muita Dor.

Eu não queria ser assim, não escolhi isso.

Por que fiz um blog?


Não fiz esse blog pra curar ninguém, nem para ser uma celebridade blogueira.
Fiz pra desabafar, fiz por que quando você não é normal (não adianta fingir que as coisas não são como são) é muito difícil viver nessa sociedade guardando nossos segredos sombrios. As vezes queremos gritar pro mundo e assumir tudo aquilo que somos. Mas isso assustaria as pessoas!
Se as minhas experiências podem ajudar alguém? Espero que sim.
Eu apenas busco descobrir o que há de errado comigo. (Eu ainda não sei)
Quero falar, expor meus segredos, falar as verdades que eu tanto guardei.
Quero gritar pro mundo: NÃO SOU NORMAL.
Alguns momentos que estiver mal, como agora, sei que vou postar compulsivamente, e quando estiver bem quero escrever aqui o que me fez ser por algum tempo, normal.
Não é pra salvar ninguém, é pra me lembrar da receita da minha felicidade.
Quero poder aqui, expor meu verdadeiro eu e quem sabe eu possa me encontrar?


Falar a verdade.

Conselho #1 da "cura": Ser sincera COMIGO MESMA.