terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Dualismo
"Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, entre maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando mum vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.
Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora."
Olavo Bilac
Exaustão.
Estou cansada de tentar ser algo que não sou, estou cansada desse vazio.
Cansada do descontrole, quando tudo o que mais procuro é o equilíbrio.
Me sentindo sem fé, já não acredito mais em uma cura, terei que viver assim.
Terei que aceitar que isso nunca irá mudar.
Estou sob pressão, minha própria pressão para me tornar alguém mais normal.
Cada passo que eu dou parece ser sempre apenas mais um erro.
Entre a indiferença e a amplificação.
Estou cansada. Mas consciente.
Só queria me tornar mais como eu penso do que o que sinto.
O que está me sufocando?
Que nó apertado é esse dentro de mim?
Tenho medo de perder o controle mais uma vez.
Que controle? Será que algum dia o tive, ou foi tudo uma ilusão?
Tudo que todos esperavam de mim, que um dia eu fosse me tornar está caindo por terra, sonhos despedaçados.
Exaustão.
Assinar:
Comentários (Atom)

