Eu não falo.
Deixo que pensem de mim aquilo que bem quiserem.
Depois de um tempo você descobre que não adianta tentar explicar.
Depois de um tempo você decide que só vai gastar seu precioso tempo com quem realmente deseja compreender.
Depois de um tempo...
Depois de um tempo você não sabe se está aliviada por saber o que você tem, ou se entra em desespero (temos um dilema: caro coração, mais desespero é possível?)
Percebemos que somos donos daquilo que calamos e escravos do que falamos, já dizia Freud.
Maldita solidão, achei que depois de um tempo me acostumaria, achei que depois de um tempo ela passaria.
Maldita obsessão, vontade de sucumbir os limites, de extravasar.
Maldito álcool que me alivia a solidão.
E depois de um tempo, você percebe que todas suas tentativas desesperadas de fugir da realidade só agravaram as coisas.
E depois de um tempo você decide mais uma vez enfrentar.
Mais uma vez.
Só queria que depois de um tempo, ao menos uma vez, eu terminasse algo que comecei.
Ou terminasse com algo que em mim começou.
Ao menos uma vez, depois de um tempo, eu queria que algo tivesse um fim.
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